quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alvorada(Lo Schiavo) - Carlos Gomes


A obra Alvorada é a abertura da ópera Lo Schiavo, que foi escrita na Itália e estreada no Rio de Janeiro.
Podemos perceber na ópera um grande caráter nacionalista, carregado da diversidade brasileira, mostrando que, mesmo aprendendo a compor sob os modelos da estética europeia, o compositor não se desligava da sua origem.
Nessa obra percebe-se uma fusão encantadora entre dois modos muito distintos de composição: retrata o nascer do Sol no Brasil, com pássaros cantando, com toda a diversidade natural brasileira, ao mesmo tempo  em que transmite toda a intensidade do romantismo europeu.  

Heloísa

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Anotações acerca da Suma contra os gentios de Tomás de Aquino

As questões e razões acerca do diálogo Fé e Razão. Ou, em outros termos: relação entre Teologia e Filosofia em Tomás de Aquino.

A comunicação entre Filosofia e teologia é útil porque é a teologia quem nos oferece o princípio e telos de todas as coisas. Assim, o ofício do sábio que é de ordenar, ganha plenitude quando ele é capaz de encontrar a finalidade de todas as coisas. Tal finalidade só pode ser conhecida quando se sabe quem é o fazedor das coisas. E aqui o telos coincide com o princípio, na bela imagem grega do círculo.
 A razão humana é limitada, principalmente no trato com o divino. Mas é, no entanto, o instrumento de que dispomos, tendo a grande vantagem de ser comum a todos. A filosofia é a principal aliada para o plano soteriológico cristão, pois salvar-se é fugir da vaidade do mundo e alcançar a verdade que não muda, nem perece e que chega a todos. Assim, a filosofia pode apresentar frutos espirituais e pode nos ajudar a escapulir de um mundo vão. Não se exige muito esforço intelectual perceber que as criaturas são nada! Ademais, a filosofia, por ser universal, permite o diálogo entre os homens, ainda que, para Tomás de Aquino, a verdade coincida com a fé católica. Ora, esse valor e alcance da filosofia são extremamente limitados. Existe, assim, aquelas verdades as quais a razão tem capacidade de alcançar e aquelas que ela não tem. O caráter duplo da verdade reside não na natureza da verdade, mas de diferentes fontes das quais ela brota.
É preciso, assim, uma comprovação de que existam verdades que não são do alcance da razão. Assim, justifica-se de que exista o incognoscível. E isso ocorre porque: a) o método de conhecimento decorre da natureza do objeto investigado; b) existe a experiência daquilo que não é sensível, como a liberdade; c) o conhecimento de alguns atributos por analogia não significa, no entanto, conhecimento em plenitude desses atributos; d) temos ao mesmo tempo a constatação dos limites da razão e, ao mesmo tempo, da inesgotabilidade do conhecimento.
Ora, a verdade se manifesta. No entanto, quem conseguiu chegar a ela? Esse trabalho é árduo e nossa natureza é corrompida. Só a clemência divina nos proporciona segurança em meio às trevas. Vivemos em meio a muitos erros e em meio a discordância de opiniões. Assim, a própria razão é fonte também de erros e distorções no caráter da verdade.
Se a razão é o instrumento de que o homem dispõe, deve bastar para satisfazer suas necessidades, isto é, plenificar sua vida. No entanto, Tomás de Aquino defende que o homem está destinado a coisas mais altas do que as que pode alcançar nesta vida; para que as deseje há que dar-se a conhecer. O que a razão pode descobrir está muito longe do que Deus é, assim, o homem deve investigar o que se ajusta à sua capacidade de conhecimento e o que não se ajusta. Há maior satisfação no perfeito tocado do que no imperfeito possuído. A razão se sente atraída para além dos limites de sua capacidade de conhecer. Destarte, a filosofia, por mais bela que seja é ultrapassada por algo maior do que ela. Deus é o inefável e sua meta não é ajustar-se à nossa compreensãoA teologia negativa vem para rebaixar a razão.
Os que aceitam as verdades reveladas não crêem rápido demais? Para Tomás de Aquino, há dois tipos de crentes: a) os que crêem porque o que se predica se acomoda bem aos seus desejos; b) os outros que crêem ainda que sacrificando pela crença sua natureza posto que receberam sinais suficientes para a adesão de sua fé. Na classe a) estão os seguidores de Maomé. Para Tomás, o fato do islamismo prometer um paraíso sensível explica o êxito dessa religião. A segunda, que condiz à fé cristã, só é compreensível pela força dos signos cristãos. É um verdadeiro milagre que o homem consiga desprezar os bens sensíveis. Essa é a força do cristianismo.
Segundo Tomás, precisamos investigar porque alguns filósofos caíram na confusão de pensar que razão e fé sejam contrárias. A) o fato da revelação superar a razão só diz que a primeira é mais completa do que a segunda e não que sejam rivais; B) seria um absurdo que o mesmo Deus que colocou na alma os princípios da razão, venha contradize-los pela revelação; C) e decorre disso que assim convenceria os homens nunca pelo entendimento, senão pela força. Assim, argumentos contra a razão são também argumentos contra a fé.
As verdades da revelação são fonte especial de conhecimento. Elas são dadas por Deus através dos efeitos de sua ação criadora e todo agente produz algo que se lhe parece. O verdadeiro saber se alcança no abismamento no que é sem princípio e no reconhecimento de que existe o incompreensível. Dito em outros termos: nem tudo está em nosso poder.
Rochelle

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Texto de Antônio Marcos Chagas

     LIBERDADE RESPONSÁVEL: UM VALOR A SER DESCOBERTO E CULTIVADO.
Quando se fala em liberdade, fala-se do substrato do agir humano ou das possibilidades que lhe são inerentes. Junto aos valores, a liberdade humana é fundamental. Cada vez mais a liberdade associa-se inseparavelmente ao ideal de plena realização do homem. Evoca-se, também, a idéia de estar livre de tantas escravidões e alienações e ao mesmo tempo a idéia de poder ser a si mesmo.
Aqui, abrem-se elementos importantes para captar a liberdade e sua leveza, plenitude e serenidade, realização íntima, profunda e libertadora, nesta primazia do ser: Sempre, no âmbito da decisão, emerge a liberdade como condição de possibilidade de um respaldo e sustento da decisão mesma. A liberdade é sempre iniciativa da pessoa, iniciativa esta que é insubstituível à pessoa a quem cabe reconhecer as inclinações que podem contribuir à sua liberdade, escolher e de se engajar.
Distingue-se liberdade do comportamento inconsciente (presente nos animais), da loucura, da irresponsabilidade física ou moral. Sendo largamente ligado ao mundo ou à natureza, ou aos outros, o indivíduo livre não pode ser condicionado por forças deterministas da natureza, nem totalmente submisso à tirania do Estado, da sociedade ou dos outros em geral, mas determina, em parceria com estes, essencial e concretamente, o próprio agir. Ser livre pode ser aquele que age de forma consciente e com vontade, sabendo o que se faz e porquê se faz. Emerge, a este ponto, a necessidade de asseverar que livre é quem é capaz de agir com responsabilidade. O homem livre é um homem que o mundo interroga e que ao mundo responde; por isso é um homem de “respons-abilidade”, ou seja, habilitado em responder. Dominar o próprio agir é motor fundamental da liberdade humana. Mas, tal liberdade, não é escopo para si, ou seja, não tem em si própria um ponto de chegada. Visa a maturidade dos indivíduos, fazê-lo ser um adulto consciente e integrado, abrindo-o à comunhão com os outros. A grande meta é assumir-se e aprofundar o grande conceito de homem que muito aprecio: “ser consciente no mundo, formando, com os outros, comunidades históricas de vida”. A nossa liberdade, como é a liberdade de uma pessoa situada, é também a liberdade de uma pessoa valorizada: eu não sou livre somente pelo fato que explico a minha espontaneidade, mas me torno livre somente se encaminho esta espontaneidade no sentido de uma libertação, ou seja, de uma personalização do mundo e de mim mesmo.
Com certeza, não se tem como afirmar taxativamente um conceito de liberdade que seja rijo ou que consiga açambarcar o que venha a ser. Há que se contar com variantes que imprimem uma impressionante panorâmica essencialmente complexa e marcada por fatores os mais diversos. A saber, fatores de ordem cultural, psicológica, geográfica, social, econômica, étnica, religiosa, política, etc, influirão de forma mais ou menos intensa e quiçá até decisiva na consideração ou definição (ainda que aproximativa) de tais critérios de definição ou de alusão do que venha a ser uma pessoa livre. O sadio senso do real ajuda a afastar o mito da liberdade absoluta. Por conseguinte, a pessoa não é somente o que faz, nem o mundo é aquilo que a pessoa quer, uma vez que o mundo a precede. Por isso a liberdade é a liberdade de uma pessoa situada em si mesma, no mundo e diante dos valores.

A liberdade levará e reconduzirá sempre à liberdade da escolha, da opção. A decisão criadora, em si, realiza o rompimento com um jogo de forças intimidadoras de modo a gerar uma ordem nova, uma inteligibilidade diversificada e para quem assumiu esta decisão se constrói um amadurecimento diferenciado. Trata-se de uma liberdade situada, consciente, aberta ao senso do real: profundamente “pé no chão”. Pode-se dizer também que o homem é todo inteiro e sempre livre interiormente, quando o desejar. A pessoa mesma é que se faz livre, depois de haver escolhido a liberdade. Claro que em situações adversas, nem sempre é fácil manter-se firme nesta escolha em ser livre. Mas, ela está dentro de cada um, mesmo que, o ambiente e os outros atores do processo, possam contribuir ou dificultar, mas nunca impedir. E quando tomar consciência que o seu querer abre muitos caminhos, antes nunca imaginados que existissem. Eis a liberdade, por exemplo, que resta ao deportado no seu cativeiro.

Para que tudo isso não pareça uma utopia distante, deixo o relato do Cardeal vietnamita François-Xavier Nguyên Van Thuân, um bispo que foi posto na prisão por muitos anos, acusado de complô contra o regime comunista de seu país. Ficou vários anos na prisão e deixou um exemplo de como defender a liberdade, mesmo em condições tremendamente adversas.

Sobre a sua prisão pelo regime comunista disse: "Disseram-me que minha nomeação era fruto de um complô entre o Vaticano e os imperialistas para organizar a luta contra o regime comunista", contava Van Thuan:
Vinham-me à mente muitos pensamentos confusos: tristeza, abandono, cansaço depois de três meses de tensões… Porém, em minha mente surgiu claramente uma palavra que dispersou toda a escuridão, a palavra que Monsenhor John Walsh, Bispo missionário na China, pronunciou quando foi libertado depois de doze anos de cativeiro: ‘Passei a metade da minha vida esperando’. É verdadeiríssimo: todos os prisioneiros, inclusive eu, esperam a cada minuto sua libertação. Porém, depois decidi: ‘Eu não esperarei. Vou viver o momento presente, enchendo-o de amor.
De fato, foi o que fez: amou, amou, amou. As condições não eram favoráveis. Durante alguns meses esteve confinado numa cela minúscula, sem janela, úmida, que para respirar passava horas com o rosto enfiado num pequeno buraco no chão. A cama era coberta de fungos.
Os nove primeiros anos foram terríveis: uma tortura mental, no vazio absoluto, sem trabalho, caminhando dentro da cela desde a manhã às nove e meia da noite para não ser destruído pela artrose, no limite da loucura.
Buscava conversar com os carcereiros, que resistiam, mas logo eram seduzidos por sua gentileza e inteligência. Contava-lhes sobre países e culturas diferentes. Isso chamava sua atenção e instigava a curiosidade. Logo começavam a fazer perguntas, o diálogo se estabelecia, a amizade se enraizava. Chegou a dar aulas de inglês e francês.
No começo, a cada semana os guardas eram substituídos, mas logo as autoridades, para evitar que o exército todo fosse "contaminado", deixou uma dupla de carcereiros fixa. Estes espantavam-se de como o prisioneiro pudesse chamar de amigos os seus carcereiros, mas ele afirmava que os amava porque esse era o ensinamento de Jesus.
Esse foi um dos exemplos mais eloquentes e “pé no chão” que já tomei conhecimento sobre o que significa ser livre!
Todos vivem experiências em suas vidas. Eis a pergunta que fica e o divisor de águas que se impõe: não é o que se vive, mas como se vive! Por quê? Quais as reais motivações? O que estas situações concretas me ensinam? Quais as possibilidades? Por isso mesmo, nem mesmo os limites constituem um impedimento: podem nos introduzir no mundo do possível, na acolhida reconciliada do impossível. Além disso, é bom lembrar o seguinte: Muitas vezes o problema não é o problema, mas como se vive o problema. A liberdade encontra no obstáculo, na exigência da escolha e no sacrifício que se impõe, um instrumento de crescimento. Para tanto, progredir constitui um decidido ultrapassar e colher significados das experiências, gerando leituras propositivas, edificantes, desaguando no crescimento pessoal e este por sua vez no crescimento grupal e social. O rio não sobe a montanha, mas serve-se da montanha para traçar livremente seu leito e chegar ao mar.
A liberdade remete-se à qualidade das relações, ao poder de decisão, à capacidade de adesão a valores, projetos, princípios, etc. Pode-se afirmar que a liberdade madura nunca é plenamente realizada. Seus conteúdos e confins não são de fácil definição. Permanece aberta, como todo ideal.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Angústia- Graciliano Ramos

Edição especial pelos 75 do lançamento de Angústia, de Graciliano Ramos


Para comemorar os 75 anos da primeira edição de Angústia, de Graciliano Ramos, a editora Record lança na próxima semana uma edição especial do romance e abre um ciclo de debates que percorrerá cinco capitais do país. O primeiro evento ocorrerá na Universidade de São Paulo (USP), na terça-feira (20), e será aberto com um depoimento do escritor, professor, ensaísta e crítico literário Antônio Cândido.
O simpósio "Graciliano Ramos - 75 anos de Angústia" levará ao público uma visão multifacetada sobre esta grande obra da literatura brasileira, publicada pela primeira vez em 1936 quando Graciliano estava preso. Participarão dos debates os professores Elisabeth Ramos (neta de Graciliano) Erwin Torralbo Gimenez, Hermenegildo Bastos, Wander de Melo Miranda e Belmira Rita da Costa Magalhães, todos especialistas na obra do escritor alagoano.
Após a capital paulista, o simpósio acontecerá em outras quatro cidades: Brasília (22/9), Salvador (04/10), Maceió (06/10) e Belo Horizonte (26/10). Nesta última, o ciclo será encerrado com a exposição "Graciliano - 75 anos de Angústia" , no Saguão da Reitoria da UFMG, onde serão exibidos documentos, textos e objetos do autor.
A edição comemorativa de Angústia é organizada por Elizabeth Ramos e conta com posfácios de Otto Maria Carpeaux e Silviano Santigo, além de fortuna crítica e um texto de apresentação de Elizabeth Ramos. "Angústia constrói, através de uma galeria de personagens e da decadência do espaço e do ambiente, uma análise das infinitas roupagens de que se reveste a miséria humana", resume a professora sobre o terceiro romance do avô.
Escrito em ambiente de desassossego e intrigas, em plena repressão do governo Getúlio Vargas, Angústia reflete o desconforto do autor com a situação de insegurança em que vivia. "Falta-me tranqulidade, falta-me inocência, estou feito um molambo que a cidade puiu demais e sujou", pensa o narrador. Graciliano foi levado preso pouco depois de revisar as últimas páginas do livro.


Data: 21/9/2011

Líbia: o outro lado da História

O outro lado da moeda!

A Líbia - O que a mídia jamais vai mostrar, veja :

> I – KADDAFI. SEJA O BIZARRO QUE FOR, A ONU CONSTATOU EM 2007:

> 1 - Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África (até hoje é
> maior que o do Brasil);

> 2 - Ensino gratuito até a Universidade;

> 3 - 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, tudo pago;

> 4 - Ao casar, o casal recebe até US$50.000 para adquirir seus bens;

> 5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos
> de última geração, etc.;

> 6 - Empréstimos pelo banco estatal sem juros;

> 7 - Inaugurado em 2007, maior sistema de irrigação do mundo vem
> tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.
(Conheci ha mais de 20 anos engenheiros brasileiros que deram consultoria neste mega-projeto.)

> E assim vai...

> II - POR QUE DETONAR A LÍBIA, ENTÃO?...

> Três (3) principais motivos:

> 1 - Tomar seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45
> bilhões de barris em reservas;

> 2 - Fazer com que todo o Mar Mediterrâneo fique sob controle da OTAN.
> Só falta agora a Síria;

> 3 - E o maior, provavelmente: O Banco Central Líbio não é atrelado ao
> sistema mundial Financeiro. Suas reservas são toneladas de ouro, dando
> respaldo ao valor da moeda,
> o dinar, e desatrelando-o das flutuações do dólar.

> O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, após
> ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma
> moeda única desligada do dólar.

> III - O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:

> 1 - A OTAN, comandada pelos EUA, já bombardeou as principais cidades
> Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um
> quarteirão inteiro. Os prédios e a infra estrutura de água, esgoto,
> gás e luz estão seriamente danificados;

> 2 - As bombas usadas contêm DU (Urânio depletado); tempo de vida 3
> bilhões de ano (causa câncer e deformações genéticas);

> 3 - Metade das crianças líbias está traumatizada psicologicamente por
> causa das explosões que parecem um terremoto e racham as casas;

> 4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, principalmente as
> crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos;

> 5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo, as
> crianças são as mais atingidas;

> 6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia estão deixando o país através das
> fronteiras com a Tunísia e o Egito. Vão para o deserto ao relento, sem
> água nem comida;

> 7 - Se o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas
> estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver ( Água,
> comida e remédios) de uma população de 6,5 milhões de pessoas.

> Em suma: O bombardeio "humanitário" acabou com a nação Líbia. Nunca
> mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa.

> SIMPLES ASSIM


Enviado por Maximino Basso

O PÓDIO DAS FRUTAS

O pódio das frutas





As mais energéticas: açaí (495 kcal em 1 tigela pequena), abacate (235 kcal em 1/2 unidade), caqui (90 kcal por unidade) e figo (90 kcal por 3 unidades)
As menos energéticas: melão (20 kcal em 1 fatia) e pêssego (25 kcal em 1 unidade)
As mais ricas em fibras: açaí (35 g em uma tigela pequena) e goiaba (10 g em 1 unidade)
As mais ricas em carotenóides: manga (3600 mcg em 1 unidade) e caqui (1800 mcg em 1 unidade)
As mais ricas em vitamina E: abacate (230 mg em 1/2 unidade) e açaí (90 mg em 1 tigela pequena)
As mais ricas em potássio: banana (350 mg em 1 unidade) e uva (296 mg em 1 xícara)
As mais ricas em vitamina C: goiaba (370 mg em 1 unidade) e morango (110 mg em 1 xícara)
As mais ricas em cálcio: açaí (236 mg em 1 tigela pequena) e tangerina (40 mg em 1 unidade)
As mais ricas em magnésio: abacate (100 mg em 1/2 unidade) e banana (30 mg em 1 unidade)
As mais ricas em ferro: açaí (25 mg em 1 tigela pequena) e amora (5 mg em 1 copo médio)


Frutas para esportistas




Os esportistas estão sujeitos a algumas condições que podem ser prevenidas e aliviadas com as frutas:
Anemia: açaí, amora, carambola
Artrite: abacaxi, ameixa e maçã
Cãibras musculares: banana, laranja e melão
Diarréia: maçã sem casca e banana-maçã
Digestão pesada: combinar as refeições pesadas com o abacaxi
Prisão de ventre: maçã com casca, ameixa e figo
Fadiga: banana, uva e figo
Retenção de líquidos: a maioria das frutas, por possuir potássio, pode provocar maior perda de líquido
Baixar o colesterol: maçã, pêra, abacaxi e pêssego


Ameixa, tônico antiestresse





Contém alta quantidade de fibra sorbitol que estimula o movimento intestinal e favorece a evacuação. Dependendo da coloração das frutas, a quantidade de vitaminas que possuem pode variar: as claras são as mais doces e ricas em carotenos, e as com coloração escura contêm mais ferro. Sua riqueza em vitaminas B e C torna essa fruta uma aliada contra o estresse e o suco de ameixa alivia a gota, o reumatismo, a artrite e problemas articulares.




Damasco, a fruta da pele





Tem alto teor de caroteno (provitamina A), vitamina que previne o câncer, regenera os tecidos e favorece o bronzeado. É rica em ferro, magnésio, potássio, zinco e vitaminas B1, B2 e C. Um verdadeiro coquetel contra a fadiga. E só tem 47 kcal.




Figo, para os ossos





Tem cálcio, por isso, é recomendado para esportistas e ajuda a prevenir a osteoporose. Contém benzaldeído, um agente anticancerígeno, flavonóides e uma enzima chamada ficina que ajuda a digestão das proteínas. Além disso, possui ferro, potássio e fibra. As avós utilizavam o látex branco (líquido que sai da planta ao ser cortada) para eliminar as verrugas. Na Ásia, o figo é considerado um afrodisíaco natural.




Maçã, o presente de Eva a saúde





Ela é rica em fibra solúvel, regula o colesterol, protege o coração e equilibra a função intestinal, tanto no caso de diarréia como de prisão de ventre. Contém vitamina C, potássio e é hidratante.




Banana, a barrinha energética





É o alimento dos campeões. Uma comida rápida, ideal para recarregar as energias. Quanto menos maduras, mais ricas em amido. A banana previne as cãibras musculares por sua riqueza em potássio. Também tem magnésio e vitamina B6, vital para levantar seu ânimo e ajudar no metabolismo do corpo.




Melão, o diurético mais natural





É típico das frutas de verão. É rica em potássio (diurético), betacaroteno, vitaminas e com poucas calorias. Quanto mais amarelo o melão, maior é a quantidade de carotenos - responsáveis pelo cuidado de sua pele, melhorando também o seu bronzeado. É considerada uma fruta anticoagulante e um aliado na prevenção de trombose e infartes.




Pêssego, a fruta saborosa





Rica em vitamina C e potássio. Regula o intestino, pois é rico em fibras. Tem baixo teor calórico.




Açaí, o pentacampeão




Esta frutinha amazônica, muito badalada entre os esportivas, sem dúvida nenhuma é pura energia! Rico em vitamina E, o açaí pode ser considerado um poderoso antioxidante. Além de ser rico em cálcio e ferro, que auxiliam na efetiva contração muscular. O alto teor de fibras pode ser ainda maior quando na tigela de açaí vai granola misturada.




Nectarina, o pêssego de pele suave





É uma fruta muito parecida com o pêssego. Contém provitamina A, vitamina B3, ácido fólico, potássio e fibra. Ajuda a regular o colesterol.




Pêra, para refrescar





A pêra é uma fruta que deve ser ingerida madura. É rica em pectina, fibra que regula o intestino melhorando a flora intestinal; contém minerais como o selênio (antioxidante), zinco (aumenta a imunidade) e potássio (diurético e hipotensor). Para os esportistas é uma fruta muito completa.




Abacaxi, para digestão





A cozinha oriental combina pratos com carnes e abacaxi porque favorece a digestão das proteínas. Essa fruta tem uma enzima chamada bromelina. É rica em vitamina C.




Melancia, menos calorias





Se seus problemas são os quilinhos a mais, encha sua geladeira de melancia. Você vai poder comer quantos pedaços quiser, pois é a fruta que tem menos calorias (18 kcal/100 g). É rica em água, fibra, potássio (diurético), vitaminas A, B6 e C e magnésio.




Uva, limpa seu corpo das toxinas





Uma das frutas que trazem mais benefícios para a saúde. É remineralizante, diurética, depurativa, energética. Contém taninos adstringentes, polifenóis, resveratrol (principalmente nas uvas escuras) e substâncias com capacidade antitumoral. Uma alimentação rica em uvas garante boa saúde e limpa seu organismo de toxinas.
Enviado pelo professor de Filosofia Maximino Basso

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Itaú está doando livros

O Itaú está doando livros.
Não precisa ser correntista, nem professor.Basta acreditar na importância da leitura na infância, clicar no link abaixo e fazer o seu cadastro.
A coleção desse ano está maravilhosa.
Por favor...divulguem.
Beijos!


http://ww2.itau.com.br/itaucrianca/index.htm

Aportes Magníficos

Segue o nível de nossas discussões...

Olá, queridos estudantes!




Na semana passada eu estava envolvida com o Colóquio Internacional de Filosofia da Mente, e por isso não participei do fórum interdisciplinar. Mas amores, lá pensei muito sobre a questão da identidade e sobre o ceticismo de Hume acerca desse conceito. Quero compartilhar com vocês as minhas ideias sobre isso.

Diz Hume nas Investigações acerca do entendimento humano:

“A humanidade não é nada além de um feixe de percepções que se sucedem umas às outras com rapidez inconcebível e se encontram em fluxo e e movimento perpétuos. Nossos olhos não podem mover-se em suas órbitas sem mudar nossas percepções. Nosso pensamento é ainda mais variável que nossa visão, e todos os nossos sentidos e faculdades contribuem para essa mudança; nem há nenhum poder da alma que permaneça inalterado sequer por um momento. A mente é uma espécie de teatro, onde várias percepções se sucedem, passam, repassam, desaparecem e se misturam em uma variedade de maneiras e situações. Não há propriamente nenhuma simplicidade nela em nenhum momento, nem uma identidade na diferença; apesar de alguma tendência natural que possamos ter para imaginar esta simplicidade e identidade. A comparação com o teatro não deve nos enganar. Não possuímos a mais remota noção do lugar onde essas cenas são representadas, nem do material de que são compostas.”

Amores, para Hume a mente é um teatro sem plateia, onde as percepções se sucedem de maneira desorganizada.

Agora, de forma um pouco anacrônica, quero falar sobre as discussões que tive no congresso. Há autores como Dennett e Dretske, por exemplo, que tentam fazer uma distinção entre conteúdos que são conscientes e conteúdos que não são conscientes. Esses autores defendem que um conteúdo é consciente quando ele está disponível para uso de outros estados mentais ou do comportamento. Assim, por exemplo, muitas pessoas já tiveram a experiência de dirigir enquanto conversam com alguém ou pensam sobre algum assunto. Ao final do percurso, não se lembram mais do que aconteceu durante o caminho, das ultrapassagens que fizeram ou do sol que se pôs enquanto dirigiam. Isso, na concepção do autor, não significa que o motorista não estava ‘consciente’ do que acontecia enquanto estava dirigindo, apenas que os eventos não se fixaram na memória. Isto é, a pessoa dirigia conscientemente e, por essa razão, foi capaz de executar os movimentos que lhe permitiram chegar viva ao seu destino (Dennett, 1991, p.137-8).

Pessoal, depois de muito tentar compreender a consciência humana, tornei-me cética acerca da possibilidade de diferenciarmos entre os conteúdos conscientes e inconscientes. Hume, de certa forma, me convence de que não somos unidades integradas e conscientes, mas que somos o tempo todo um feixe de percepções em constante mutação. E o que nos faz defender com unhas e dentes a nossa singularidade? Ora, Hume já sabia: alguma razão natural. Que razão natural seria essa? Quanto a isso, tenho meu palpite: Nós primeiro atribuímos uma singularidade aos outros. Necessitamos atribuir-lhes essa singularidade para que possamos compreender e prever o seu comportamento. Essa necessidade altruísta está relacionada à nossa própria característica gregária. Então, habituados a isso, transferimos essa singularidade para o nosso próprio caso. Daí a tendência natural a acreditamos que somos personalidades, egos singulares e fechados, quando na verdade nós não somos isso.


Para ilustrar essas idéias, deixo um vídeo. Não deixem de assistir, só tem 5 min.


http://www.youtube.com/watch?v=gOVsDopXyd4&feature=feedlik


Esperando que se animem com a discussão que estou propondo, abraços com afeto.





Profa. Juliana.


Oi Juliana e demais colegas,

Espero que sua apresentação no Colóquio tenha sido um sucesso!

Vou aproveitar sua postagem para introduzir o assunto da rejeição do ceticismo por parte dos projetos naturalistas contemporâneos a partir do vídeo que você indicou, mas antes faço uma preleção para poder explicar o naturalismo.

Ao colocar sua ‘dúvida metódica’ em prática, Descartes desejava realmente mostrar uma contradição na posição cética, mas seu maior objetivo era chegar à afirmação da possibilidade de nosso conhecimento sobre o mundo. Seu objetivo era o da fundamentação da ciência, dentro um seu projeto todo especial de constituição da física – aliás, projeto que se mostrou furado (sobre isto ver: http://www.scielo.br/pdf/ss/v1n3/a02v1n3.pdf). Ao contrário do que erroneamente se pensa, Descartes não pretendia remover o empírico do campo do conhecimento, mas garantir sua justificação.

Este projeto cartesiano deu errado em dois sentidos. Em primeiro lugar, mesmo que sua dúvida metódica funcione como refutação do ceticismo, seus passos para a fundamentação de nosso acesso ao mundo se baseiam na “dedução” problemática da existência de Deus. Sem Deus, Descartes fica com a certeza de sua existência como ser pensante (res cogitans) e só; é solipsismo demais, mesmo para um misantropo como ele. Seu projeto de fundar o conhecimento sobre o mundo a partir deste “eu” não funciona, e mais, em segundo lugar, acaba por gerar uma cisão que provavelmente seria a última coisa que ele desejaria: uma separação entre filosofia e ciência. Este ideal de filosofia como ‘filosofia primeira’ – no sentido de que ela é a garantidora de todo e qualquer conhecimento, incluso aí a ciência – não responde ao ceticismo, porque aceita seus pressupostos, e gera outros problemas – como a crítica à indução apresentada por Hume.

O naturalismo rejeita a questão como colocada dentro desta tradição. Classificar o naturalismo somente em função de sua admiração pela ciência seria problemático, pois tal atitude é encontrada em autores contrários ao projeto naturalista. O projeto de naturalização da epistemologia tem no artigo de Quine - Epistemologia naturalizada – uma de suas principais formulações contemporâneas e está inserido em uma linha de argumentação em favor do projeto naturalista, que diagnostica a epistemologia tradicional como infrutífera e advoga que o que sabemos do mundo é o que a ciência nos informa. Segundo Quine e outros naturalistas, as preocupações céticas nascem dentro da ciência. Há uma metáfora utilizada por Otto Neurath que faz referência ao barco que se reconstrói durante o percurso, e que é utilizada por Quine para indicar como o processo de constituição do conhecimento ocorre e como as questões céticas são apenas as partes deste barco que são substituídas. Para o projeto naturalista, a filosofia deve ser contínua à ciência.

O vídeo que a Juliana postou sobre a cegueira de mudança é um exemplo de mecanismo cognitivo automático de limitação de atenção. A atenção total produziria uma paralisia do organismo. Alguns alunos devem se lembrar de nossas discussões sobre o conto de Borges, Funes, o memorioso (em português: http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/funes.htm; em espanhol: http://www.dtic.upf.edu/~joan.soler/0910/at/textos/borges/FunesElMemorioso.pdf). Neste sentido nascem as propostas de se tomar o conhecimento como o resultado de processos cognitivos confiáveis, isto é, crenças verdadeiras produzidas por mecanismos de apreensão do mundo que se mostraram bem sucedidos – é o que em epistemologia se chama de projeto confiabilista (ou fiabilista) e externalista. Segundo o projeto naturalista, se desejamos realizar investigação relevante sobre o conhecimento, devemos pesquisar sobre os mecanismos cognitivos humanos que são resultado de uma história pregressa de adaptação ao meio. Isto nos permitiria identificar a posteriori (externalismo) quais mecanismos são confiáveis na geração de crenças verdadeiras sobre o mundo (confiabilismo).

Se isto responde à questão cética (“Como podemos estar certos de que sabemos alguma coisa?”) é caso a se discutir, mas para os naturalistas, o correto é esquecer os céticos e suas questões, que só se pronunciam dentro de um quadro de aceitação de conhecimento, seja de processos básicos cognitivos, seja de ciência.

Abraços,

José Eduardo

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é muito importante repassarem. ajudem as pessoas a fazerem suas mamografias quando não podem pagar.

É IMPORTANTE QUE REPASSEM

Gandhi

Perguntaram numa ocasião a Mahatma Gandhi quais são os fatores

que destroem o ser humano, ele respondeu assim:



"A Política sem Princípios, o Prazer sem Responsabilidade, a Riqueza sem Trabalho, a Sabedoria sem Caráter, os Negócios sem Moral, a Ciência sem Humanidade e a Oração sem Caridade. A vida tem ensinado a mim, que as pessoas são amáveis, se eu sou amável; que as pessoas estão tristes, se estou triste; que todos me querem bem, se eu quero bem a eles; que todos são maus, se eu os odeio; que há rostos sorridentes, se eu sorrio para eles; que há rostos amargurados, se estou amargurado; que o mundo é feliz, se eu sou feliz; que as pessoas tem nojo, se eu sinto nojo; que as pessoas são gratas, se eu tenho gratidão. A vida é como um espelho: Se sorrio, o espelho me devolve o sorriso. A atitude que tomo na vida, é a mesma que a vida tomará ante mim."